Tokio Hotel: “Esperamos vender 100 milhões de albums”

Este Outono, os gêmeos Bill e Tom, acompanhados por Gustav e Georg, estão de volta com o seu terceiro album “Humanoid”, gravado em inglês e alemão. De passagem a Paris, o grupo concedeu uma entrevista à Ozap, onde falam de valores: vendas, concertos, preço dos video clips…A oportunidade de lhes perguntar também o que pensam dos fãs, dos artistas franceses, ou também…da gripe A.
“Não sabíamos que Carla Bruni cantava”
Quantas vezes vieram a França antes desta visita?
Bill: ehm…umas vinte vezes no mínimo!
E quantos artistas franceses conhecem?
Georg: teremos de dar o nome deles depois? (risos)
Se calhar um ou dois…
Georg: então…Gérard Depardieu…Carla Bruni….Justice!
Ok…então três! Se calhar sabem que a Carla Bruni é muito pedida neste momento, podem considerar fazer um dueto com ela?
Bill: para ser sincero…nunca ouvimos a música dela! Só soubemos ontem que ela cantava!
Quantas fãs francesas já gritaram o vosso nome, segundo vocês?
Georg: vai ser um grande número!
Tom: quantas pessoas moram em França? (risos)
Cerca de 60 milhões…
Gerog: então pelo menos 60 milhões! (risos)
Tom: não, para ser sincero, duvido que tenham sido tantas!
Há vários anos agora que estes milhões de fãs gritam logo quando vos vêm. Será que, às vezes, não se fartam destas reacções um pouco histéricas?
Tom: Aconteceu mais exactamente zero vezes.
Bill: não, de modo nenhum, antes pelo contrário!
Tom: às vezes, há rumores que dizem que estamos enervados porque os fãs gritam sempre. Mas eu acho que é o que há de melhor para um grupo, e para nós, nunca é suficientemente forte.
“Nós pagamos o video clip “Automatic””
Quantas músicas gravaram para este novo album?
Bill: na versão normal do album há doze, e há dezasseis na versão colector, mas evidentemente gravamos muitas, muitas mais!
E em quê estas músicas constituem uma evolução em relação aos vossos albums anteriores?
Bill: Na verdade é difícil de descrever esta evolução. Para nós, foi uma evolução normal, não foi uma coisa planeada…não pensamos “bem, agora vamos mudar as coisas”. Na verdade, como não tinhamos escrito durante muito tempo, pensamos primeiro no que tinhamos vontade de escrever, então decidimos muitas coisas, com os instrumentos, e é assim que nasceu o novo album.
Como se está a passar a tradução das músicas em inglês?
Bill: trabalhamos com os quatro produtores do novo album, porque mesmo se falamos relativamente bem inglês, precisamos de ajuda. Eles, claro, falam fluentemente inglês.
Tom: e é mais fácil para nós de escrever do que falar inglês – numa entrevista por exemplo (risos).
Sabem quanto custou o video clip para o novo single “automatic”?
Tom: sim (risos). Somos nós que pagamos por ele!
Vocês é que pagam os vossos video clips?
Bill: Sim, hoje investimos nós. As gravadoras quase não têm dinheiro, e se queremos mesmo ter um bom video clip, penso que é indispensável investir.
Tom: penso que costou tão caro que nos próximos seis meses, não ganharemos nada!
Bill: penso que podiamos comprar dois lindos ferraris com o preço deste videoclip!
“Detestamos paparazzis”
Precisamente, se há menos dinheiro nas caixas das gravadoras, é em parte por causa da pirataria. Têm fãs jóvens, e um certo número entre elas pratica provavelmente pirataria. Como reagem a isto?
Bill: espero que eles não piratirem as nossas músicas!
Tom: de todas as maneiras, ninguem pode escapar aos downloads ilegais. Principalmente no mundo da música, e penso que nenhum artista está protegido. De outro lado, penso que os nossos fãs gostam de ter os verdadeiros cds, e quando os encontramos mostram-nos que os compraram.
Quantas vezes vos perguntaram se estavam solteiros?
Tom: no total? Não muitas vezes…
Bill: Sim, ainda assim, muitas vezes!
Gustav: quase tantas vezes como nos perguntam de onde vem o nosso nome.
Georg: um número com pelo menos 5 dígitos, penso eu!
Sentem a pressão dos tablóides, com todas as perguntas sobre a vossa vida privada?
Bill: Sim! Detestamos os paparazzis! Não é uma coisa à qual podemos habituarnos, há tantas vezes que sentimos que vamos explodir…tentamos tantas vezes, mas eles nos colam sempre…
“Porquê não levariam o nosso público a sério?!”
Quantos espectadores assitiram aos vossos concertos, no total?
Tom: temos de contar com o concerto em Paris, debaixo da Torre Eiffel?
Não, isso seria batota porque havia vários outros artistas!
Gustav: 10.000 por cada sala de concerto em tournê.
Tom: então 400.000 por tournê, mais os outros concertos…
Bill: Houve três tournês, deve fazer no total…cerca de 1,5 milhões?
E, entre estes 1,5 milhões espectadores, quantos eram adolescentes?
Tom: eu diria…entre 60% e 70%.
Não têm a sensação que este público muito jóvem e muito feminino impede-vos às vezes de serem levados a sério enquanto músicos?
Bill: mas porque não levariam a sério as jóvens meninas?
Dizemos muitas vezes, com mais ou menos razão, que as meninas jóvens são mais sensíveis aos fenómenos de moda…
Tom: temos de dizer que os nossos fãs são muito fiéis, então não sei se podemos falar de fenómeno de moda. E aliás, penso que não se deve generalizar. A imágem que as pessoas têm dos nossos fãs é um pouco errada, e se calhar vem dos boys band de há 10 ou 15 anos, onde os fãs eram efectivamente um pouco menos fiéis.
Quantos albums têm?
Bill: cinco melhães, mas não sei quantos cds neste valor.
Alguns artistas conhecem este gênero de valores de cor: número de vendas, classificação nas tabelas…são oisas que não vos interessam?
Tom: não, efectivamente, não nos interessa muito…
Então se eu vos perguntar quanto esperam vender do novo album, vocês respondem…
Tom: 100 milhões! (risos)
“Não anularemos concertos por causa da gripe A”
Uma última questão que não tem nada a ver com números…têm medo da gripe A?
Tom: (risos) Georg assusta-nos todos os dias com isso.
Gustav: agora tenho mais medo do Georg do que da Gripe A! (risos)
Bill: Georg disse-nos para não tomarmos a vacina, porque a vacina não foi testada…é um pouco o médico do grupo!
Um grande artista francês, que se calhar conhecem, Johnny Hallyday, teve de cancelar recentemente um concerto na ilha da reunião por causa da gripe A…
Tom: sim, conhecemo-lo ele esteve na Star Academy ao mesmo tempo que nós.
Têm um pouco medo de se encontrar na mesma situação que este artista e de serem obrigados a cancelar concertos?
Bill: cancelar um concerto? Não! Vamos de avião todos os dias, estamos com fãs todos os dias, então não vejo porque teríamos de cancelar concerto… é dificil de se proteger, e se tivermos de apanhar a gripe A, apanharemos.
Georg: sim, mas dentro de grandes espaços como uma sala de concerto, o risco de contaminação é mais elevado…então é mais perigoso para os fãs!
Tom: muito boa observação, Georg!
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