http://youtu.be/KApk1NKXGsw
Wickert: Berlim é a cidade onde eu gostaria de viver minha vida ao máximo. Porque para mim, Berlim é uma metrópole. Quais são as características de uma metrópole? As características são que é em primeiro lugar uma espaço mundial (…)
Bill: Para mim é o momento de realçar os temas de Wickert. Tinha 16 ou 17 anos e era natural que eu não assistisse. Mas para mim é um grande tema e também para minha geração. Todo mundo o conhece. Tem um grande exército. Se nota que por trás de todos os seus temas, ele não é nenhum locutor chato e isso faz com que você possa entende-lo. Minha família ficou muito emocionada quando disse a eles: Me encontrarei com Ulrich Wickert e passaremos o dia juntos. Acredito que eu não posso saber muito sobre o que falarei hoje com esse interlocutor, mas estou muito feliz com conhece-lo. No hotel é onde passamos nosso tempo toda vez que estamos na Alemanha e já é como um lar.
Wickert: Você viveu nesse hotel por 3 meses depois de sua operação?
Bill: Exato. Eu não fiquei aqui por muito tempo e voltar depois é muito bom, pensaram: bom, vamos os receber no mesmo quarto. E logo que fui ao quarto pensei: bom, não posso ficar aqui, tenho que sair. E trocaram o quarto, porque acredito que foi o momento mais difícil e cansativo de nossa carreira, pois eu estava sem voz e operei, então também foi um peso psicológico.
Wickert: Imagino.
Bill: Estava assustado e não sei o que aconteceu depois.
Wickert: Como estava sua voz?
Bill: Eu tinha cistos nas minhas cordas vocais pois não cuidei delas completamente e necessitava muito fazer um som, e a voz na realidade se foi completamente.
Wickert: O quão complicado foi? O que você escrevia?
Bill: Sim, tive que escrever e é claro que meu irmão me ajudou porque o bom é que basta olharmos nos olhos um do outro para sabemos o que o outro quer dizer, então ele era minha voz nesse momento.
Wickert: Então, essa é a combinação ideal.
Bill: É claro, quero dizer, sim. Acredito que ele é como um parceiro e será uma relação que será sempre constante em minha vida.
Wickert: Tem a sensação de que um é o forte e o outro é o fraco?
Bill: Nós completamos um ao outro. Ambos temos energia, e quando alguém está de mal humor, logo o outro está ali para o animar. Este é um estúdio muito famoso e espaço de recepção onde surgiram álbuns muito famosos como David Bowie por exemplo, e celebridade realmente grandes que resolveram gravar aqui.
Wickert: Uma pergunta que tenho é: Como conseguiu sua identidade? A identidade cresce também com o idioma, pelo o que se ouve, o se que aprende com a família. Sua identidade começou com 8 0u 9 anos de idade? Como aconteceu isso?
Bill: No primeiro momento até a idade de 6 ou 7 Tom e eu éramos completamente iguais, vestíamos a mesma roupa e tivemos alguns suéteres com nossos nomes neles para que nossos professores pudessem então saber que de nós era Bill ou Tom. Depois nossos interesses se tornaram completamente diferentes, também a música que escutávamos e fomos nos encaminhando em direções diferentes. Acredito que é porque um gêmeo sempre é visto como um gêmeo. Geralmente, vocês falam “Os gêmeos” antes de nossos próprios nomes. E acredito que ambos seguimos caminhos totalmente independentes e construímos uma identidade própria. Nós sofremos muitas vezes mas sempre estávamos realmente em tudo, nós dois nos víamos muito extremos e juntos chamávamos a atenção de todo mundo. É claro, não foi fácil, mas para mim era muito importante ser livre e tive um rebeldia em meu corpo, e tenho hoje em dia também. O rebelde tinha como foco uma liberdade, sua música e tudo. Para mim, a liberdade é o mais importante e quando era jovem era muito importante para mim, também.
Wickert: Para mim a liberdade é um conceito incrível, mas ser rebelde diz “me dou essa liberdade”.
Bill: Geralmente você é tratado injustamente e busquei a maneira difícil, sempre discuti, sempre mantive minha própria opinião sobre isso e, se estou certo, queria que todos entendessem isso. Tivemos vários problemas na escola, meus dias de escola eram absolutamente horríveis e odiava ir pra escola todas as manhãs. Sei que o que passei foi muito difícil. Quanto mais as pessoas me diziam que não podia ir à escola com maquiagem nos olhos, no dia seguinte mais escuro deixava meus olhos e o cabelo negro. Tirava boas notas e queria ser tratado como os outros.
Wickert: Se alguém me decepciona, então digo “ele é assim, então não quero falar com ele nunca mais”. Talvez faço isso para me poupar.
Bill: Acredito que buscamos todos os dias alguém que tenha a mesma ideia que você, e também que pensamos no primeiro momento “isso vai dar certo”. Deveríamos esperar e ver como vai acontecer. Isso funciona para as relações e para o trabalho. Acredito que é assim em tudo. Se tem gente que te odeia, é provável que também tenha os que te amam. E é por causa disso que sabemos que de qualquer jeito estamos fazendo o certo. Acredito que se representa-se e expressa-se com liberdade à irradiar isso para as pessoas que tem medo, tem amor e ódio entre um e outro. E sempre se sinta bem quando alguém não gostar de você, porque afinal isso te leva pra frente de alguma forma.
Texto traduzido por Mandy. Se copiar, dê os devidos créditos ao THBR e à tradutora.
Deixe um comentário