Focus.de: Bill Kaulitz – “Estava na hora de fazer algo novo” (16.10.14)

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Após cinco anos de pausa, os Tokio Hotel lançam um novo álbum no mercado. “Kings of Suburbia” surpreendeu com o som mais voltado ao electro jazz e os vídeos dos singles. A mensagem que a banda gostaria de passar ao mundo é revelada em uma entrevista com notícias locais.

Tokio Hotel lançou um novo álbum. “Kings of Suburbia” soa suspeitosamente diferente dos trabalhos anteriores dos caras. As músicas não são apenas eletrônicas e pop. Com o novo single “Love Who Loves You Back”, os rapazes de Magdeburgo deixam uma declaração clara. Uma agência de notícias local tem estado em contato com Bill Kaulitz (25) e Gustav Schäfer (26), os quais falaram sobre algumas ideias até então não discutidas tão abertamente. Eles também explicam por que era hora de uma mudança.

O videoclipe de “Love Who Loves You Back” causou muito fervor. Bill, muitas pessoas estavam interessadas em saber se você é bissexual. Eles alegam um amor real, independentemente do sexo. Por que as pessoas precisam de um rótulo para ele até hoje?
Bill: Essa é uma boa pergunta que eu faço a mim mesmo. Eu não entendo. Minha mensagem é: não se dê o direito de fazer sempre o que lhe é imposto. Qualquer um pode amar quem quiser – sem a necessidade de sair contando isso ao mundo. Não podemos sequer determinar quem vai ser, o amor o faz em nossos corações. Vocês verão isso qualquer dia desses.

A pessoa também não pode prever…
Bill: Certo. Talvez eu saia correndo do meu quarto de hotel e esbarre no amor da minha vida. Tais encontros podem, de fato, mudar tudo. Então acho que é difícil basear-se no sexo ou na religião ou limitar qualquer padrão para isso.

As pessoas pensam de um modo mais fechado, mais como em “preto e branco”?
Gustav: Definitivamente.
Bill: Absolutamente. Na minha opinião você deve ser muito, muito mais aberto a qualquer tipo de amor. Este tipo de pensamento fechado é chato. Anos atrás as pessoas me diziam: “como um garoto, você deve vestir-se desse ou daquele jeito, sem usar nenhuma maquiagem.” Eu acho que isso ocorre tanto em termos de moda, quanto em discussões sobre amor e sexualidade. Todos deveriam agir e fazer suas vontades de maneira que se sintam bem.

Como você pode quebrar esse padrão?
Bill: É possível anunciar a resposta. Fazemos isso com o vídeo também, não muito a sério, com alguns detalhes engraçados nele. Nós apenas tentamos encorajá-los e dizer: Ei vocês todos, relaxem!

Seu novo álbum é chamado de “Kings of Suburbia” – Könige der Vorstadt em alemão. Por quê a escolha deste título?
Bill: Nós viemos dos subúrbios mais profundos, por isso estamos acostumados ao Subúrbio. Também é sobre aquele sentimento de fervor quando você acaba de tirar uma música com seus amigos. Você se sente o rei do seu mundo e do seu universo. Mas se você for olhar o mundo inteiro de cima, verá dentre os bilhões de pessoas e microcosmos como você é pequeno e insignificante. É isso o que sentíamos enquanto estávamos gravando.

O novo álbum soa diferente dos seus trabalhos anteriores. Como vocês descreveriam o novo som?
Gustav: “Geil”
Bill: Muito eletrônico. Tivemos muito o que comemorar em Los Angeles e fomos muito inspirados por DJs, festas e música eletrônica. Tivemos bastante tempo livre, então foram muitas experiências. Pela primeira vez nós produzimos tudo sozinhos, isso nos trouxe a um novo nível como músicos. Além disso, também tentei coisas novas como cantor. Vimos que estávamos entediados anteriormente, então era hora de fazer algo novo.

Como um artista, é importante o constante processo de se reinventar?
Bill: Totalmente! Em certo ponto, o artista em questão será obrigado a fazer isso em meio as circunstâncias, mas para nós isso é algo bastante natural. As músicas do álbum são como um “Best Of” dos últimos quatro anos. Naquela época tínhamos tantas músicas e não sabíamos o que levar em consideração para decidir qual seria o melhor álbum ou o mais forte. Por isso, em seguida, colocamos as músicas juntas.

O álbum chegou ao topo dos rankings em diversos países. Vocês acham que conseguiram agradar aos fãs mais antigos? Ou que muitos compraram o álbum primeira e simplesmente pelo nome do “Tokio Hotel”?
Bill: A pré-venda foi ótima, e ainda assim nem todas as músicas haviam sido lançadas. A versão deluxe se esgotou muito rápido. É claro que muitos fãs o compraram sem conhecer as músicas. Agora temos reações positivas dos fãs e também de outras pessoas que são novas nessa área. Você ouve as música e acha-as ótimas, e então é claro que você irá comprá-lo. Eles desejam obter o álbum logo, porque até agora só têm as três primeiras músicas.

Você tem uma canção favorita deste álbum?
Bill: É difícil dizer. Nós gastamos muito tempo com todas as canções e cada uma delas tem uma história em particular. No entanto, geralmente “Love Who Loves You Back” é a mais escolhida como favorita. Portanto ela também se tornou única. Mas minha canção favorita é “We Found Us”.

O que há a respeito da música?
Bill: É sobre um certo sentimento. Estou incrivelmente feliz de sair e gostar de festas, até mais do que Tom e os outros caras. Se eu não trabalho nos fins de semana, eu não posso simplesmente ficar em casa, por exemplo. Eu tenho que sair e estar com as pessoas, senão eu geralmente fico deprimido. Acho que a maioria de nós assim. Acho que as pessoas não são feitas para ficarem sozinhas. A canção descreve o que todas essas pessoas passam durante a noite à procura de algo. Todas as pessoas saem para encontrar algo. E na música, duas pessoas encontraram-se no clube.

Em “Kings of Suburbia” você canta: “Dê-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar e para mudar aquelas que eu possa…”. Que coisas você precisa aceitar na vida?
Bill: Esta é uma oração que eu acho ótima e já esperava há um longo tempo para incorporá-la na canção. Mas eu não a escrevi. Para mim esta é a maior missão na vida: saber que você tem que ficar quieto e aceitar as coisas como são. Estou sem total controle das coisas, em todos os sentidos. Eu não posso deixar de estender a mão, especialmente, não profissionalmente. Além disso, tenho um forte problema de autoridade: Eu não posso lidar com isso quando as pessoas me dizem o que fazer ou o que vestir, o que é certo ou errado. Eu sou muito auto-determinado. Se eu estou me sentindo fechado, posso alternar rapidamente meu rosto e me tornar uma pessoa diferente. A liberdade é para mim a coisa mais importante na vida. Mas há coisas na vida que você simplesmente não pode determinar. Às vezes as coisas acontecem para mim, ao ponto em que penso comigo mesmo: “Relaxe! Você deve aceitar o agora e não pode mudar isso”. Eu quero “a serenidade para aceitar as coisas como elas vêm”. E isso não é fácil.

Fonte.
Texto traduzido por Luana. Se copiar, dê os devidos créditos ao THBR e à tradutora.


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