N24.de: Entrevista com o Tokio Hotel (22.10.14)

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Tokio Hotel voltou com um novo álbum – depois de uma pausa que durou 4 anos. Mas os caras de Magdeburgo realmente precisaram dela. Depois de fazerem sucesso internacionalmente chegou a vez de aproveitar um pouco da vida privada.

A Ex-banda adolescente Tokio Hotel lançou em Outubro o seu novo álbum Kings of Suburbia. Mas antes disso os garotos tinham desaparecido dos holofotes. Os irmãos gêmeos Bill e Tom Kaulitz (25) se mudaram para Los Angeles. Gustav Schäfer (26) e Georg Listing (27) também tiveram um tempo livre para aproveitar a vida. Mas mesmo depois de uma pausa imensa a banda continuou com o sucesso de antes. No dia do lançamento do Kings Of Suburbia não tinha álbum que os tirassem do primeiro lugar na posição dos mais vendidos. Deve ser um sentimento ótimo saber que os fãs ainda estão lá…

Bill Kaulitz: Isso é muito legal! Nossa vida sempre foi inacreditável. Mesmo durante a pausa ainda ganhávamos premiações e tal, pois nossos fãs nunca fizeram uma pausa, até mesmo quando nós fizemos. Eu realmente não consigo entender esse apoio dos nossos fãs, eles são extraordinários. Antes da pausa nossa gravadora disse: Vocês não podem fazer isso, isso é um “suicídio de carreira”. Mas mesmo assim fomos em frente. Nós não queríamos fazer um álbum que não gostamos ou que é a metade do que queríamos. Queríamos um álbum completo e para isso precisamos dessa pausa. E no fim o álbum acabou fazendo sucesso tanto quanto os outros.

Qual foi o motivo da mudança para Los Angeles?

Kaulitz: Nós não tínhamos mais privacidade nenhuma, diversão nenhuma, não conseguimos levar uma vida normal. Depois que invadiram a nossa casa falamos um pro outro: Nós nao vamos procurar uma outra casa aqui e construir outra prisão. Um mês depois estávamos no aeroporto prontos para voara para Los Angeles.

Que tipo de coisas vocês não podiam fazer mais?

Kaulitz: Tudo. E isso também inclui pedir uma pizza e hotéis. Nós tínhamos que dar nomes falsos. Nós não podemos ficar muito tempo em algum lugar aqui, temos sempre seguranças por perto. Umas 20 pessoas sempre dirigiam atrás da gente e umas 50 ficavam na frente da nossa casa, ou seja, vida privada não tem como ter.

Como é em L.A.?

Kaulitz: Completamente diferente. De manha eu me pergunto : O que eu vou fazer hoje? Vou num restaurante ou compro um café? Essas coisas normais, tipo, planejar você mesmo o seu dia. Se eu quiser sair com o Pumba aqui na Alemanha temos que planejar isso tudo primeiro. Quando estamos em programas de TV ou em Tour eu acho isso OK, mas em outras situações não. Nós achamos uma vida normal em LA.

Lá vocês conseguem viver normalmente então…

Kaulitz: Exatamente, nós fomos para várias boates, igual as outras pessoas na nossa idade fazem sem que isso estivesse no jornal no dia seguinte. Nós nao queríamos mais artigos sobre a nossa vida privada. A música estava ficando de lado: era muito mais interessante escrever sobre o que fazíamos, onde morávamos, o que nós usávamos e com quem dormíamos. Nesses 4 anos nao demos mais entrevista nenhuma, precisamos de uma pausa.

E do que vocês não gostaram em LA?

Kaulitz: Todos os clubes e boates fecham as 2 da madrugada. As 1:45 horas você recebe sua última bebida e as 2 as luzes se acendem. Tem que começar a beber de tarde e eu nunca vou me acostumar com isso. Isso me irrita tanto que eu até quero me mudar para Nova Iorque. E também sentimos saudade do pão alemão, dos bolos e de dirigir rápido nas estradas.

Gustav, o que você e o Georg tem feito nesse meio tempo?

Schäfer: Nós fomos a diversos estados, nos quais fomos zilhões de vezes, mas não tínhamos visto nada a não ser o hotel e o aeroporto.. Georg foi comigo pela primeira vez a Paris e lá andamos de metrô pela primeira vez na vida.

Sério?

Schäfer: Sim, pela primeira vez na vida. Também fomos na torre Eiffel e fizemos tudo o que queríamos fazer. Foi bem divertido.

Vocês foram reconhecidos?

Schäfer: Não, e isso foi ótimo.

Então vocês também precisaram da pausa…

Schäfer: Sim, nós também aproveitamos muito para ficar mais próximos das nossa famílias. Ir comer juntos nos finais de semana e tal. E claro, também fizemos muita festa.

Por que diabos vocês decidiram voltar agora?

Kaulitz: Nós não vemos as coisas dessa maneira, como se fosse um retorno. Até o fim de 2011 fizemos uma tour na américa do sul, Japão e Rússia. Então fizemos uma pausa de quase 2 anos e depois fomos pro estúdio novamente. Nós não sentamos e não fizemos nada nesses últimos quatro anos. Antes era normal uma banda não fazer música nova durante um longo período e nós nunca desaparecemos de verdade. Nós sabíamos que em algum momento estaríamos prontos para lançar um novo álbum mas nao sabíamos quando.

Vocês se preocupam com o futuro? O que aconteceria se algum dia vocês não tivessem mais sucesso com a música?

Kaulitz: Depois do quarto álbum as pessoas relaxam. Eu acredito que sempre teremos sucesso com a música. Certeza absoluta. Nos últimos anos conseguimos muitos fãs que nunca vão nos deixar. O fato de um álbum não fazer tanto sucesso quanto o outro não significa nada. E além disso, tem muita coisa que se pode fazer com música. Tom quer escrever músicas para outras pessoas e produzi-las, por exemplo.

Vocês não se imaginam fazendo nada diferente, só música?

Kaulitz: Exato, e eu sou muito agradecido por poder fazer isso. Eu não me imagino fazendo um trabalho normal, que eu não queira fazer. Nós temos sorte por poder fazer aquilo que nós amamos.

Bill, o Wolfgang Joop ama seu estilo. O que significa moda e arte para você?

Kaulitz: Moda é meu segundo amor. Mas essas coisas são conectadas. Eu nunca quis ser só um cantor, eu queria performar. Nas nossas turnês nós fazemos muito mais que só tocar e cantar. Nós não queremos fazer um concerto, nossos fãs pagam para um show. A moda é parte disso. E eu já realizei uns sonhos meus: trabalhar com marcas e fotógrafos que eu sempre admirei. O Wolfgang é muito legal e nós nos damos super bem. Criar uma marca é um sonho meu e um dia eu o realizarei. Mas para isso eu quero ter tempo, eu não quero só escrever meu nome lá e acabou.

Sim, agora é a hora da música né?

Kaulitz: Sim, agora é a hora da música. Nós estamos cheios de coisas para fazer e por isso não teremos tempo para fazer outra coisa.

Fonte
Texto traduzido por Gu. Se copiar, dê os devidos créditos ao THBR e ao tradutor.


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