Bullettmedia.com: Uma conversa com o Tokio Hotel!

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Depois de um hiato de cinco anos desde seu último álbum Humanoid, Tokio Hotel está de volta e melhor do que nunca, com uma nova obra-prima intitulada “Kings of Suburbia”. A rápida subida cuidadosamente trabalhada com a assinatura emo-punk da banda que os tornou uma sensação em toda a Alemanha (antes mesmo deles chegarem à puberdade), Kings of Suburbia nos arranca como um delírio de Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare, transportando o ouvinte através do mundo colorido de Los Angeles – inspirado pelo glamour, vaidade e romance. Kings of Suburbia levou cinco anos para ser gravado, e é também o primeiro álbum da banda produzido independente de uma grande gravadora, permitindo aos membros usarem todo um arsenal de electro-pop, rock alternativo e EDM. Prontos para uma turnê pela Europa no final de março, chamamos os príncipes internacionais do punk para discutir a elaboração do seu mais recente álbum e o papel que a tecnologia teve na música contemporânea.

Vocês saem em turnê muito em breve. Qual foi o processo de preparação para isso?
Bill: Na verdade, isso leva um tempo. Temos um grande espaço para ensaiar na Alemanha, onde normalmente temos – nós temos um novinho em folha – que ir lá e começar por montar um setlist que faça sentido e o conteúdo para o show, algo que visualmente se encaixe no que canções queremos dizer. Todo o material visual vem primeiro, e, depois, entramos e vemos o que queremos fazer com as músicas; em seguida, nós fazemos os arranjos das músicas com a banda toda. Normalmente pensamos no que os instrumentos de cada um de nós pode fazer, e então passamos o setlist e seguimos de canção em canção. Faremos isso por quatro semanas, e ao final dessas quatro semanas começamos o ensaio das roupas com toda a equipe e pegamos a estrada.
Tom: (risos) O único problema é que nós somos realmente preguiçosos como banda, porque às vezes em dias de ensaio, chegamos, comemos, fazemos uma pausa, cantamos uma música, comemos e fazemos uma pausa novamente. E, quando vemos, o dia já foi!

Como o seu novo álbum, Kings of Suburbia, difere do seu trabalho anterior?
Bill: Kings of Suburbia acabou por ser mais eletrônico do que todas coisas que fizemos antes. Nós meio que demos uma pausa depois de lançar o nosso último álbum. E acabou sendo uma pausa maior do que pensávamos, porque estávamos queimados e não sabíamos que tipo de música queríamos fazer. Nós não tivemos mais inspiração, então nós tivemos que recuar da carreira um pouco, só para viver a vida e encontrar inspiração para novas músicas. Durante um ano, nós realmente não fizemos nada, e eu acho que foi bom, porque pela primeira vez tivemos tempo para produzir e escrever e pensar. Nós não tivemos nenhuma pressão da gravadora, o que foi ótimo, então nós realmente fomos criativos e eu tentei coisas novas. Com o tempo, os nossos gostos pessoais também mudaram e nós fomos a muitas festas, e ficamos muito inspirados pela vida noturna de Los Angeles e cena de DJ. Começamos a inserir synths e coisas assim. O retorno foi muito mais eletrônico, e foi desde a primeira vez que produzimos os registros.

O que lhe deu um controle muito maior. Qual é a diferença uma vez que agora você tem todas essas liberdades artísticas à sua disposição?
Tom: Nós realmente mergulhamos em todos os aspectos da produção do CD, desde a pré-produção, criando a demo, até a peça final. Essa foi a primeira vez que fiz isso. Uma vez que você realmente mergulha em todo o processo, você demora mais tempo, porque quando você está lá, você está em busca de amostras, você está criando sons, você está sempre em busca do som perfeito. É muita liberdade e isso leva tempo. E nós nem sequer tínhamos instrumentos, porque nós só queríamos estar em nosso próprio no estúdio; fizemos tudo. Foi realmente ótimo fazer toda a produção e decidir quando você quer trabalhar com pessoas e quando não quer.
Bill: E nós só tivemos tempo desta vez. A verdade é que nunca tivemos tempo porque estávamos sempre na estrada e tínhamos de fazer um álbum em duas semanas.

Então, o ano de folga foi gasto na composição e esperando redefinir o seu som?
Bill: Exatamente. Nós estávamos apenas vivendo a vida. Pensávamos que havíamos perdido muito dela porque tínhamos estado na estrada por muito tempo. Tom e eu estávamos vivendo na Europa, e por isso que nós nos mudamos para a América … para encontrar essa liberdade. Na Alemanha, não podíamos sair na rua, vivíamos trancados em nossa casa e tudo tinha que ser feito com segurança. Estávamos tão por cima e ainda assim era necessária uma mudança para estar com as pessoas, para ir a uma festa, sair. Pessoalmente, e para o bem da música, foi uma boa saída para nós mudarmos para a América.

Kings of Suburbia tem mais de eletrônico nele. Vocês se reuniram no início de 2000; como vocês descreveriam a evolução do som do Tokio Hotel paralelamente aos avanços tecnológicos na indústria da música?
Tom: Primeiro de tudo, quando começamos no início de 2000, não podíamos realmente utilizar os nossos instrumentos. (risos) Nós tínhamos uns 12 anos de idade ou algo assim. Quando começamos a escrever canções, nós só queríamos sair e cantá-las. Não nos importava o quão ruim era, nós só queríamos estar no palco. Foi muito divertido. A coisa boa disso é que estávamos no palco e nos apresentávamos ao vivo, e isso é o que temos feito até hoje. Fizemos centenas de milhares de shows e realmente gostamos disso. Também encontrar o modo certo de transportar o som eletrônico através dos locais nem sempre é fácil, mas era algo que gostávamos.
Bill: Nós começamos com instrumentos simples, e hoje em dia nós estamos tentando muito mais coisas. Todo mundo está tentando algo novo e ainda tocar instrumentos diferentes no palco; sintetizadores, pianos, e coisas assim.
Tom: A gravação também mudou muito. Começamos a gravar em uma base totalmente diferente no último álbum que lançamos em 2009, o Humanoid. Tínhamos mudanças no estúdio onde fazíamos gravações por Skype e através da Internet com os nossos produtores sentados na Alemanha, enquanto estávamos em LA. Coisas esquisitas! Foi uma loucura para nós quando descobrimos que isso era possível. Todas essas novas técnicas e todas essas novas tecnologias lá fora, nos dando mais oportunidades. Eu nem me lembro … Eu acho que o nosso primeiro disco, que começamos a gravar em 2003, estávamos usando Logic 7 ou algo ainda velho do que isso. É uma loucura o quanto todos esses programas de música evoluíram.

Bill esta pergunta é para você … eu estou na internet agora vendo este site de fãs, dedicado a você. O que passa pela sua cabeça quando você vê algo assim?
Bill: O que é? Eu quero dar uma olhada!

É este Wikihow intitulado, “Como se tornar um verdadeiro fã de Bill Kaulitz.” Ele tem esses passos sobre como ser como você, embora salientando que você não tem um MySpace ou Facebook. Ele também menciona suas tatuagens.
Bill: Eu me sinto como nossos fãs, é loucura o quão intenso eles são, e eu digo isso de forma positiva. Eles estão sempre a nosso favor. Nós fomos capazes até mesmo de fazer uma pausa, de quatro ou cinco anos e eles ainda estão lá, esperando por nossa musica – isso é uma porra louca!
Tom: Os que tatuam Kings of Suburbia em seu braço e coisas assim … Eu sinto que esse é o maior tipo de sucesso que você pode ter, se você tem essas pessoas e esses fãs que ficam com você e gostam de você todos esses anos e vão para seus shows e compram sua música. Nós adoramos muito isso e estamos super felizes por tê-los.
Bill: Eu me sinto ótimo sobre isso. Também pode ser difícil para uma pessoa às vezes, mas para a banda é ótimo.

Qual é o seu país favorito para tocar?
Tom: Sempre que tocamos na América do Sul é ótimo. O México é definitivamente uma super diversão.
Algum motivo específico?
Bill: Só porque as pessoas ficam loucas lá! Eu amo isso. Nós estávamos lá apenas para uma pequena apresentação em pé, e a última vez que tocamos lá, tivemos que fazer uma pausa porque ficaram fora de controle. A segurança nos disse para deixar o palco, então tivemos que acender as luzes e sair porque era uma enorme horda, caindo uns em cima dos outros. Era loucura absoluta! Eles adoram a música demais. Para um artista, esse tipo de energia é insana.

Fonte.
Texto traduzido por Sandra. Se copiar, dê os devidos créditos ao THBR e à tradutora.


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