Kaltblut-magazine.com: Crianças cultas, todos crescidos e entrevista com Tokio Hotel (28.02.15)

 

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“O amor não tem gênero ou religião, não tem fronteiras” – Tokio Hotel contou para a Kalblut quando conversamos sobre seu novo álbum “Kings of Suburbia” (da Island Records) e sua próxima turnê mundial – “Feel It All: The Club Experience” – devido ao pontapé inicial que ocorrerá na próxima semana, em Londres. Inspirados pela libertinagem desenfreada de sua casa recém-descoberta no centro de Los Angeles, os garotos favoritos e perdidos da Alemanha, Bill e Tom finalmente estão crescidos – assim como seus seguidores adolescentes – mas eles ainda se sentem como Aliens?

Se a última proposta de visual oferecida para “Love Who Loves You Back” é algo passageiro, eles agora estão com 25 anos de idade, frequentemente em esquinas escuras de clubes noturnos de Berghain, onde as regras às quais eles nunca poderiam sucuumbir agora não importam, na verdade, nem mesmo existem. Assim como eles encorajam fãs mundialmente a revelarem-se nesta deliciosa esfera livre de fronteiras, eles irão finalmente preencher o vazio, o qual uma vez era feito com amigos do MySpace?

Kaltblut: Como vocês gravaram o novo álbum?

Bill: Como Georg e Gustav ainda estavam morando em nossa cidade natal, eles ainda vivem na Alemanha no momento. Tom e eu nos mudamos para Los Angeles, então não estávamos trabalhando juntos todo o tempo, mas tivemos que nos encontrar no estúdio para gravações da banda e shows ao vivo. Eles vêm para L.A. de vez em quando, caso contrário nós iríamos encontrá-los na Alemanha.

Tom: Nós também estivemos na Alemanha. Nós gravamos em vários estúdios diferentes. Este álbum nos tomou quatro anos de trabalho, eu acho, e constante estada no estúdio para escrever as músicas e produzi-las. Então, no final, isso foi uma coleção de quatro anos de músicas escritas – nós acabamos gravando em diversos lugares.

Kaltblut: Quatro anos é realmente muito tempo!

Bill: Sim, eu sei, mas nós estávamos constantemente trabalhando nisso. Escrevemos muitas músicas. Há muitas músicas que acabaram nem estando no álbum, e nós preferiríamos colocar menos músicas lá para termos um álbum perfeito. Decidimos colocar onze músicas nele, ao invés de fazer isso. Também escrevemos muitas músicas para nós mesmos, as quais iríamos guardar para oferecer a outros artistas também. Isso é algo que queríamos fazer, de qualquer modo, produzir para outras pessoas também.

Kalblut: Em que tipo de outros artistas vocês estão pensando?

Tom: Ah, eu não sei. Em geral, nós gostamos de boa música, então não estou pensando em algum gênero especifico ou algo assim. Para mim, é como se eu gostasse de uma boa produção, não importa que tipo de música é – eu posso adorar uma boa música pop, rock; eu gosto de todos os tipos de música contanto que sejam bem-feitas. Eu sou 100% aberto para novas ideias.

Kaltblut: Deve ser importante encontrar uma nova direção depois de estarem juntos por tantos anos, não é?

Bill: Ah sim, definitivamente. Especialmente depois do último álbum nós precisávamos de uma pausa e uma mudança para termos novas inspirações porque não sabíamos o que queríamos fazer em relação à música. Nós fizemos tudo isso, estávamos meio que cansados e não sabíamos o que fazer. Nós não queríamos simplesmente fazer outro álbum que soasse do mesmo jeito. Então pensamos que tínhamos de viver um pouco nossas vidas para ter inspiração.

Kalblut: É por isso que vocês decidiram se mudar para L.A.?

Tom: Sim. Na época era muito difícil para mim, viver aqui na Alemanha, por razões pessoais. Sempre tivemos fãs e outras pessoas nos seguindo, não éramos capazes de sair sem ter segurança. Então cada vez que voltávamos de alguma turnê ou queríamos fazer uma pausa nós éramos fortemente vigiados, era como uma prisão. Não podíamos sair e ter inspiração! Nós precisávamos daquela mudança. Nos demos conta de que temos de ter uma vida também. Ach que quando você é jovem você não se dá conta disso. Eu me lembro de estarmos voltando pra casa depois de três anos de turnê constante e eu não sabia o que fazer porque eu não tinha uma vida. Quando você está constantemente na estrada você não se dá conta disso, mas quando você retorna para casa isso pega você e então você pode cair em um buraco negro. Então o motivo de termos mudado para L.A. foi por razões pessoais, e então começamos a nos sentir como se quiséssemos trabalhar no álbum e tirar nosso tempo, ser criativos, não sentir a pressão dos rótulos. Queríamos apenas escrever e trabalhar como produtores.

Kalblut: Vocês acham que a mudança para L.A. e suas experiências lá moldaram o novo álbum?

Bill: Com certeza, nós começamos uma vida inteiramente nova.

Tom: Isso funcionou totalmente para nós.

Bill: Foi a melhor decisão que podíamos tomar. Quer dizer, ainda somos loucos! Mas acho que em um nível pessoal, eu não sei o que teria acontecido se tivéssemos ficado na Europa. Foi uma das melhores decisões que já fizemos.

Kalblut: Nós estávamos realmente surpresos quando vimos o vídeo de “Love Who Loves You Back” – quase dá a sensação de ser uma típica sexta-feira à noite em Berlim! Seus novos vídeos tiveram a intenção proposital de ser provocativos?

Bill: As pessoas nos perguntaram, porque divulgamos três vídeos antes do lançamento do álbum e fomos confrontados com “ah, tudo é tão sexual!” e nós não nos demos conta! Todas as vezes que tomamos decisões elas são espontâneas e instintivas, então quando escrevi as músicas eu já tinha um conceito para o vídeo em minha mente. Eu sempre tenho ideias bem afiadas do que quero fazer e para “Love Who Loves You Back”, eu queria fazer aquele vídeo há muito tempo, até mesmo quando estávamos trabalhando no último álbum, mas apenas não era o diretor certo e a música certa. Eu sempre tive essa ideia, então quando escrevi essa música eu apenas sabia que o vídeo era feito pra ela. A ideia é inspirada em um filme chamado “Perfume”, dirigido por Tom Tykwer. Eu queria trazer a ideia para este vídeo, mas no lugar de perfume, nós usamos música – porque dá a sensação de que esta é a mensagem da canção. É como se o amor não tivesse gênero ou religião, não tem fronteiras – e eu apenas queria trazer tudo aquilo lado a lado, também de um jeito divertido. Eu sinto que muitas pessoas estão vendo nossos vídeos então eu queria fazer algo daquele jeito.

Kalblut: Então vocês estão saindo em turnê?

Bill: Nós temos até o dia 05 (de março), então vamos para Londres. Estamos realmente excitados, vai ser um ótimo show. Isso dá um pouco de tensão porque quando você tem trabalhado em algo por tanto tempo, você apenas quer que isso soe tão bom quanto possa ser. Como um bônus, somos uma banda nervosa! Nós ficamos super nervosos antes de cada show, mesmo após anos!

Tom: Sim, eu acho que isso está piorado!

Bill: Eu não quero pensar que algum dia perderemos isso. Acho que talvez isso seja parte disso, mas especialmente se você tem um novo álbum e tudo mais, você fica super nervoso.

Tom: Eu queria que fosse um pouco menos.

Bill: Sim, mas eu sou bom trabalhando sob pressão, na maioria das vezes eu sou melhor.

Kalblut: Nós mencionamos em nossa página do Twitter que entrevistaríamos vocês, rapazes, e temos algumas perguntas de seus fãs!

Pergunta nº 01, de Sandrine Tan: Qual língua é mais bela para vocês?

Tom: Italiano!

Bill: Eu amo italianos, eu acho que todos eles são lindos por dentro e por fora. Eles são belos! É um país muito bom, eu amo toda a cultura, a comida, a arquitetura. Especialmente a língua!

Pergunta nº 02, de Devyn: Que músicas vocês estão ouvindo ultimamente?

Bill: No momento eu amo a música de Lenny, chamada “Because I Love You”. É uma música legal.

Tom: Há outra ótima música chamada “Shadow Of The Sun”, de Taped Rai. É como se alguém fosse se deparar com uma música legal e então todo mundo vai comprá-la!

Bill: Nós temos de admitir que não ouvimos muito outras músicas quando estamos tão focados em nossas próprias coisas. Quando você está fazendo música o tempo todo, como agora que estamos fazendo um set ou dois todos os dias, isso significa que tocamos quase 42 músicas. No final de uma sessão como essa você está tão cansado de ouvir músicas porque você está concentrado nas suas próprias por muito tempo. Eu também acho que a nova música da Ellie Goulding é muito boa.

Pergunta nº 03, de Elizabeth Joseph: Há quanto tempo Georg e Gustav já se conheciam antes de encontrarem os gêmeos?

Geogr: Não era muito tempo, era mais ou menos um ano, ou algo assim. Nós apenas nos conectamos.

Tom: E a conexão foi especialmente quando eles nos viram juntos no clube, eles queriam muito entrar pra nossa banda!

(risos)

Pergunta nº 04, de Whitney: Qual de suas novas músicas você estão mais empolgados para tocar ao vivo?

Bill: Eu acho que agora estamos focados nos ensaios, a abertura dos shows será ótima. Eu não quero dizer por aí qual música é! (risos) – Eu realmente acho que “Stormy Weather” será ótima ao vivo.

Gustav: Eu acho que “Masquerade” será realmente boa pra se tocar ao vivo.

Bill: “The Heart Get No Sleep” vai ser legal também.

Pergunta nº 05, de @TokioHotelFans: O que os fãs podem esperar dos dos novos shows ao vivo e da turnê?

Bill: Agora que estamos no meio do processo, estamos animados para finalmente compartilhar o álbum com as pessoas. É como se, quando você faz uma performance na frente das pessoas, você pode vê-las e ver o quanto elas gostam disso.

Tom: Eles podem esperar muito! Nós tentamos encaixar uma ótima produção em locais pequenos, então vamos trazer muitas coisas novas para a turnê. Vai ser um show muito especial. Queríamos criar algo que ainda não tivesse sido feito.

Bill: Então tentamos muitas coisas, tentamos usar diversos instrumentos aos quais não estamos acostumados a tocar; teclado e piano. Há muita programação e processo, e novas técnicas que vão para o show que nós nunca fizemos antes. Acho que ninguém fez antes! Temos ótima produção de luz e vídeo, um conceito completamente novo que estamos excitados para compartilhar com nossos fãs.

Tom: É um projeto real, é um projeto para nós assim como vocês sabem. Especialmente colocando a música junta e transportando isso para o palco e usando diferentes sons de um jeito novo. Há muitos aspectos técnicos nisso, e temos que contar com isso também, então temos de ver como isso vai acontecer!

Pergunta nº 06, de Shabnam Zareen: Eu sou um “Alien” de Bangladesh, vocês algum dia virão ao meu país?

Tom: Eu quero ir, com certeza!

Bill: Eu amaria ir lá! Este ano nós vamos viajar o mundo todo, queremos tocar em todos os lugares então talvez iremos a Bangladesh!

O novo álbum do Tokio Hotel, “Kings of Suburbia” está disponível para compra no Itunes e stream via Spotify.
A turnê mundial “Feel It All” começa na próxima semana, no dia 06 de março, em Londres – Reino Unido. Os ingressos são limitados mas você ainda pode obter alguns para Londres, Paris, Barcelona e Alemanha!

Fonte.
Texto traduzido por Luana. Se copiar, dê os devidos créditos ao THBR e à tradutora.


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