O projeto artístico “LDBM” transformou Bill Kaulitz em Billy, na sua carreira solo. A Interview conversou com o cantor sobre sua vida em Los Angeles, ressacas do Berghain e um dos sentimentos mais dolorosos: a dor de um coração partido.
Entrevistador: É mais fácil sofrer sendo um artista?
Bill: A mensagem de todo o EP é que eu estou sofrendo por um coração partido como qualquer um. Eu estou passando pelo mesmo, eu fui enganado, alguém quebrou meu coração.
Entrevistador: Como é que um coração partido parece quando você está cantando sobre isso?
Bill: Eu acho que um coração partido tem algo como estar “morrendo”. Eu tive o sentimento de que não iria sobreviver a isso. Eu me entreguei muito, e eu fiquei muito vazio depois. Eu não sabia como acordar mais. Havia apenas um vazio.
Entrevistador: Nós vivemos em uma geração onde as pessoas estão com medo de ter uma relação próxima, com medo de decisões definitivas. Você também se preocupa em se aproximar muito de alguém?
Bill: Eu sou romântico. Todo mundo fica zombando disso, mas eu acho que se você encontrar a pessoa certa você tem que segurar essa pessoa. Apenas algumas pessoas tem essa sorte em suas vidas. Quando é a cerca do momento, eu acho que essas preocupações não tem mais um grande papel.
Entrevistador: Existe algo de que você nunca desistiria até mesmo se você estivesse apaixonado?
Bill: Não, foi tipo essa relação que eu tive, a que eu estou cantando nas músicas. Eu teria mesmo me mudado para a Índia imediatamente.
Entrevistador: Esta pessoa sabe que isso é sobre ela?
Bill: Eu não sei, nós não temos contato mais. Mas eu acho que essa pessoa sabe, tem muitas informações nas musicas, que apenas essa pessoa sabe.
Entrevistador: Quando você estiver pronto para abrir seu coração novamente, quais questões devem ser trabalhadas antes de vocês se aproximarem?
Bill: Religião, por exemplo. Quando as pessoas são muito religiosas, isso muitas vezes é complicado. Religião nunca desempenhou um grande papel em minha vida. Tudo bem quando alguém vive sua crença mas eu não me encaixo em nenhuma. Eu tenho um problema com regras, liberdade é o bem mais importante.
Entrevistador: É a “liberdade” a palavra-chave para um artista se proteger dos outros?
Bill: Eu acho que não há nada mais importante que a liberdade. Quando você chegou ao ponto em que você não tem que provar mais nada a ninguém, você prova da melhor sensação de todas.
Entrevistador: Ter que provar algo entre si também é uma razão pela qual ocorrem os términos?
Bill: Totalmente. Eu não me importo com o que a pessoa faz profissionalmente, ou o quanto ela ganha. Se você pode me fazer sorrir e me levar a outro mundo, isso é tudo que importa para mim.
Entrevistador: Ok, qual foi a última vez que você festejou com pessoas normais, sem ser um músico com uma carreira impressionante?
Bill: Muito frequentemente eu faço isso, a última vez foi no Coachella. Eu fui ao Berghain em Berlim, na última vez em que estive aqui, a propósito.
Entrevistador: E você gostou?
Bill: Foi incrível. Eu fui lá no domingo a noite, às 01:00 da manhã, e então eu fui no Kater Blau logo depois.
Entrevistador: Quanto tempo durou a sua última ressaca?
Bill: Tipo uma semana (risos)
Entrevistador: As pessoas aqui lutam para recebê-lo. O seu solo foi apresentado em um pequeno círculo de pessoas. Você sente às vezes como se você estivesse em uma vela que está queimando de ambos os lados?
Bill: Sim, totalmente, mas eu gosto disso. Eu posso funcionar melhor sob estresse. Eu também gosto de reclamar disso. Quando eu não tenho nada pra fazer. Eu tenho pensamentos idiotas.
Entrevistador: Você mora em Los Angeles. O quanto esta cidade te mudou?
Bill: Eu continuo sendo o estranho europeu. Eu vou dormir as 6 da manhã, eu tenho uma alimentação pouco saudável, embora eu seja vegetariano. Eu não estou louco atrás de yoga.
Entrevistador: Los Angeles é o lugar onde você quer viver para sempre?
Bill: Não, Tom e e eu planejamos nos mudar para a Tailândia em breve para uma vida completamente nova. Além disso, eu adoraria me mudar pra Itália, meu país favorito. E principalmente porque as pessoas lá são muito bonitas!
Fonte.
Texto traduzido por Vivian. Se copiar, dê os devidos créditos ao THBR e à tradutora.

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