LalaBerlin.com: Entrevista com Bill Kaulitz!

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Bill Kaulitz está de volta. Billy lança em 20 de maio seu novo EP “I’m Not Ok”. Com o primeiro single “Love Don’t Break Me”, Bill apresentou um projeto multi-média em Berlim. Parte deste projeto é um curta-metragem, um livro de fotos e impressões fotográficas. Nós tivemos a oportunidade de encontrá-lo em sua exposição na SevenStar Gallery em Berlim e fizemos algumas perguntas.

O que te inspirou a fazer um EP solo, essa exibição de fotos e o curta?
Tudo fluiu naturalmente num processo criativo, não planejei nada. Quando a primeira música do EP foi finalizada eu tive a impressão de que Love Don’t Break Me não era apenas uma música, e sim parte de uma trilha sonora e eu já tinha as ideias do vídeo em mente. Mas no fim não colocamos a música em lugar nenhum e a história dessa música também é muito pessoal. Meus amigos Shiro Gutzie e Davis Factor, tiveram a ideia de produzir um curta-metragem para a música. Uma coisa levou a outra: fotos, livro, músicas… nos inspiramos coletivamente. Nesse projeto eu decidi só trabalhar com amigos. Pessoas que são importantes para mim e que me dão a liberdade para crescer artisticamente. Eu já sabia que não queria fazer “música normal” pois eu acho isso super entediante. Eu não sou um cantor que senta com o seu violão na praia. Eu gosto de performances, eu gosto do show, da moda, de filmes e fotografia.

O EP será lançado dia 20 de maio e hoje você lançou o livro com as fotos. Como surgiu a ideia do livro e o que conecta ele com o seu EP?
Hoje em dia quase não se tem a oportunidade de fazer shootings legais. Até mesmo as grandes revistas de moda costumam não investir tanto e é muito difícil posar em um ambiente que você curta bastante e se divirta. Eu amo moda e fotografia. Quase todas as músicas do EP serão lançadas em formato digital, o que eu acho uma pena, mas é assim que funciona hoje em dia. Mas como eu odeio regras, eu decidi lançar um vinil. Aí eu tive a ideia de fazer uma capa com muitas fotos. Para mim, música, moda e fotografia estão conectadas.

Seu livro e a exibição das fotos passou por Los Angeles, Berlim, Paris e Milão. Por que você escolheu essas cidades e o que você mais gosta em Berlim?
Eu escolhi os maiores centros de moda e música no mundo. Claro que existem muitos outros, mas eu queria fazer uma espécie de teste primeiro. Essa é a primeira vez que faço algo assim. Com todas essas cidades, eu tenho uma história. Elas me inspiraram infinitamente. Principalmente Berlim e a Alemanha em geral são extremamente importantes para mim e eu amo Berlim de uma forma muito especial. Aqui eu me sinto em casa mesmo não morando mais na Alemanha há 6 anos. Todas as vezes que volto aqui eu percebo o quanto eu sinto falta disso tudo. Berlim é energética, cheia de vida e sempre em movimento constante. É uma cidade internacional, barulhenta e suja. A cada vez que eu retorno aqui eu amo essa cidade ainda mais. Eu estou planejando mais eventos em outras cidades como Nova Iorque, Cidade do México e Moscou.

Através do seu trabalho você teve a oportunidade de visitar muitos países e cidades incríveis. De que lugar você gosta mais e por que?
Essa é uma pergunta muito difícil. Eu amo viajar e eu amo o mundo. O pior para mim é ficar parado. Eu nunca fico muito tempo em um só lugar. Meu irmão e eu estamos em constante movimento. Isto significa liberdade para mim. Estamos há seis anos em Los Angeles e eu acho que é hora de experimentar outros lugares. Nós até brincamos com a ideia de emigrar para a Índia ou Tailândia. Podemos trabalhar de qualquer lugar. Penso em lugares que não estão vinculados a um lugar ou uma cidade. Minhas cidades favoritas são Nova York, Paris e Roma – a Itália, eu gosto muito. Não só por causa da comida, mas também porque encontro pessoas incrivelmente belas – por dentro e por fora.

Você era um dos convidados no desfile de moda da Lala Berlim, para a coleção outono/inverno que foi apresentada 2016. Qual é a sua conexão com a marca que pessoalmente você mais gosta?
O espírito! Eu amo muito a Leyla. Partilhamos esta liberdade, esse espírito rebelde – a paixão pelas coisas que fazemos. Eu vejo tudo isso na obra da Leyla e eu acho ótimo. Isto não é auto-evidente e nem sempre é fácil. Há muitas pessoas criativas que têm grande dificuldade para projetar o seu coração e espírito para o seu trabalho. É necessário muita coragem e você se torna vulnerável. Em Lala Berlin vejo Leyla e acho-a muito criativa e talentosa. Eu tenho uma grande admiração por designers de moda. Isto é, além da música, moda seria o meu emprego dos sonhos.

O seu look mudou muito através dos anos. Como você categorizaria seu estilo hoje?
Essa é uma pergunta bem difícil, acredito que muita gente pode descrever melhor do que eu. Se eu tivesse que escolher uma palavra para definir o meu estilo, escolheria “auto confiança”. Até mesmo na moda a liberdade é muito importante para mim. Moda é um sentimento, um aprimoramento da minha personalidade e dos meus sentimentos. Sempre me visto como quero que meu dia seja. Se eu tenho uma reunião importante onde eu tenha que tomar decisões, vou no meu armário, pego minha calça J. Mendel high waisted com as bordas largas junto com uma clássica camisa social branca do Lagerfeld, um suspensório preto de seda e meus sapatos favoritos da Saint Laurent. Nos ombros usaria um sobretudo preto vintage e quando saísse de casa, daria a impressão de que nada poderia arruinar o meu dia. Quando eu saio à noite toda e tenho compromissos importantes no dia seguinte eu me visto completamente de branco. Às vezes, eu acho umas roupas que eu nunca usei ou que eu já tinha esquecido. Eu preciso dessa mudança e ela acontece automaticamente. Eu não planejo. Moda me faz feliz.

O que significa moda para você?
Vida, liberdade, auto confiança, personalidade.

O seu novo projeto mostra sua mudança nos últimos anos. Quando você olha para trás, o que pensa sobre Tokio Hotel e sobre o seu amadurecimento?
Eu acho que eu sempre fiz aquilo que queria fazer no momento. Tanto musicalmente quanto na moda. Eu sempre tentei ser o mais autêntico possível. Claro que hoje eu não teria escrito muitas músicas do jeito que eu escrevia, não usaria muitas roupas que eu usei… essa é a vida e isso tudo me fez o homem que eu sou hoje. Talvez eu veja umas fotos do evento de hoje em alguns anos e odeie essa calça que eu estou usando, mas como eu já disse: essa é a vida, é uma parte de mim. Nós nos movimentamos e mudamos a cada segundo. Se pararmos, morremos. Eu cresci aos olhos do público; e as pessoas podem ver como eu cometi erros – na vida, na moda, na música. Eu tinha 15 anos quando a minha primeira música saiu e me sinto como em outra vida, mas quem não se sente assim aos 15 anos?

Quais são seus planos para o futuro?
Eu definitivamente quero fazer mais no sentido de moda. Uma escolha seletiva, algo muito especial. Além disso, eu gostaria de fazer um álbum inteiro. O EP foi ótimo e um bom teste, e eu acho que estou pronto para fazer um álbum. Também realmente quero abrir uma casa noturna. Apenas fazer coisas que eu amo e gosto – isso é tudo para mim e para o que realmente importa.

Fonte.
Texto traduzido por Gu e Sandra. Se copiar, dê os devidos créditos ao THBR e aos tradutores.


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