Crescidos e estilosos: os membros do Tokio Hotel está com álbum novo.
A entrevista foi feita por Simon Michaelis.

Os gêmeos bastante excêntricos estão de volta. Bill e Tom Kaulitz deram as costas para sua casa na cidade de Los Angeles por algum tempo. Estão em Berlim para a próxima turnê mundial, para ensaiar e promover o álbum novo.
A imagem da banda adolescente de rock alemão não se mantém mais: Os irmãos fazem músicas pop-eletrônica, as músicas já estão em inglês e a histeria se acalmou, e o cabelo do Bill também.

ENTREVISTADOR: Seu novo álbum é chamado “Dream Machine” – supondo que você tem uma, que sonho você encontraria primeiro?
BILL: Para entender os alienígenas (sorri). Eu ficaria extremamente feliz ao ver alienígenas chegando na Terra. Mas eu iria gostar de viajar para outro planeta.
ENTREVISTADOR: Você acredita em alienígenas?
BILL: Absolutamente. Seria bobo acreditar que existe somente nosso povo. Claro, outras formas de vida existem nesse universo infinito. Infinito de tal forma que é difícil de entender. Para nós tudo tem um fim em algum momento. À medida que crescemos percebemos o mundo.
ENTREVISTADOR: A capa do álbum lembrou-me imediatamente a série de ficção científica “Stranger Things”. Uma coincidência?
BILL: Somos todos “coisas estranhas”. As séries inspirou-nos em qualquer caso, concordo. Assim como “E.T” ou “Stand By Me” – ficção científica dos anos 80.
ENTREVISTADOR: Você tem o álbum atual todo escrito, realizado e produzido. Quão importante é essa liberdade?
BILL: Fizemos tudo de A a Z pela primeira vez. Esta liberdade é autêntica, sempre foi mega importante para nós, mas se você está sob o contrato de uma gravadora maior, você tem, é claro, sempre um andaime em torno de você. Ao longo da nossa carreira se tornou cada vez mais importante fazer o que nós gostamos. Isto é naturalmente um luxo.
ENTREVISTADOR: a canção “Easy” é a juventude despreocupada. Você já teve isso?
BILL: Acho que eu tive isso muito mais cedo do que outros. Tom e eu tivemos insanamente cedo – com tudo. Talvez seja porque estávamos sempre juntos que desenvolvemos uma autoconsciência incrível.  Saí com amigos e nos secretamente fumávamos maconha e bebíamos álcool. Em retrospecto pode-se dizer: Abrahan, que era muito jovem (risos). Mas estou feliz que fizemos isso e aprendemos. Também mais tarde durante nosso sucesso tínhamos alguns “time-out” para sair com amigos. Foram momentos um pouco loucos. Nós ficávamos em nossas casas ou íamos para as Maldivas. Mas houve também momentos despreocupados.
ENTREVISTADOR: Sua casa – em Los Angeles – não é muito mais livre como era quando vocês eram mais jovens então?
BILL: Absolutamente, entre 18 e 21 anos não, agora eu estou bem. Na fase ainda não sabia quanto tempo fazíamos isso, não sabia se eu aguentava. Tom e eu voamos para os Estados Unidos em 2010, por conta do sucesso e toda aquela histeria. Era a nossa salvação. Por conta disso e toda essa distância agora podemos parar para fazer música e desfrutar também. Tenho agora também uma vida para além da minha carreira – uma vida em tudo. Com contatos sociais, amigos e pessoas com quais eu converso. Isso não existia naquela época. Portanto eventualmente ficava sem inspirações e sem graça.
ENTREVISTADOR: Você é hoje uma vida com amigos que um menino sonhou antes?
BILL: Absolutamente, às vezes Tom e eu sentamos em Los Angeles, olhamos ao redor e precisamos sorrir sobre nós mesmos. “Sentados aqui nessa bela casa na Califórnia, enchendo nossas vidas com música, tornando isso uma carreira.” Esse sempre foi o nosso sonho. Quando eu tinha quase 12 anos alguém me perguntou o que eu queria ser, minha resposta foi cantor. Eu realmente faço passeios no mundo por poder estar nessa vida, é uma loucura.
ENTREVISTADOR: No trecho “Estou procurando por algo novo” – o que você está procurando? O que te anima?
BILL: Coisas que estão conectadas com adrenalina. Eu sou como o policial de coisas extremas, com inserções realmente grosseiras, onde às vezes você tem a sensação de momentos felizes, poderia ir agora por um ano.
ENTREVISTADOR: Você está em Los Angeles apenas para a direita.
BILL: É verdade (risos). Eu amo paraquedas ou bungee jumping e montanhas russas. Eu também quero um dia ter uma linha de moda. E eu gostaria muito de ser a própria discoteca – a balada mais quente da Europa. Embora já existam lojas muito legais em Berlim. Eu amo a “Berghain”.
ENTREVISTADOR: Há também a sua estátua de cera no Madame Tussauds em Berlim. Você já a visitou alguma vez?
BILL: Infelizmente não, sei disso apenas a partir de fotos. Seria eu, mas nos momentos felizes.
ENTREVISTADOR: Você gosta do estilo Bill-cera?
BILL: Total! Eu já perguntei se eles tem uma roupa diferente. Disseram que não, acho que é porque o personagem foi feito exatamente para essa roupa. Então eu perguntei se eles poderiam mudar o penteado, o que agora é sim um pouco diferente. Eles disseram que não, ele teria que ser uma segunda figura.
ENTREVISTADOR: Esta imagem de você te incomoda então?
BILL: Na verdade não. Posso lembrar exatamente o estilo de vida daquela época. Então eu olho e vejo que estava bem. Isso é totalmente okay. Além disso, eu já não iria atrair o hoje com aquela aparência. Mas quando olho para trás faria algumas coisas diferentes.
ENTREVISTADOR: O estridente gritante de suas aparições se acalmou agora?
BILL: Nosso público também foi às rugas como nós (risos). Mas de qualquer forma é uma energia especial. Todo mundo tinha a câmera pronta para nós relaxando, comendo pipoca. Agora poder estar na sala é incrível. Quando vou para outros shows fico apavorado, como é silencioso. Então eu penso comigo mesmo: se eu tivesse esse público e ficasse ali, provavelmente pensaria algo errado.
ENTREVISTADOR: O que você achou quando Donald Trump foi eleito o presidente?
BILL: Aquilo foi um choque. De certa forma você pode comparar isso a Alemanha: Berlim é como uma bolha no interior da Alemanha – a cidade é totalmente internacional, cosmopolita e moderna. Mas também há partes na Alemanha onde as coisas não são assim. Saxônia-Anhalt, por exemplo, de onde eu venho. Isso é totalmente assustador. Nos Estados Unidos é como se Los Angeles fosse uma bolha enorme onde dificilmente Trump seria escolhido.
ENTREVISTADOR: Como você experimentou o dia da eleição?
BILL: Sentei-me com amigos na frente da TV e queria comemorar a vitória de Hillary. Em vez disso, estávamos todos em choque, extremamente atordoado sentei-me na frente da TV e não podia acreditar. Havia uma estranha tristeza por toda a cidade. Quando estava na estrada pude perceber. Eu não podia acreditar que realmente aconteceu. Infelizmente, falta em algumas partes dos Estados Unidos na educação. E depois que você escolhe um presidente como Trump logo depois de um presidente como Obama é mais assustador.
ENTREVISTADOR: Na canção “As Young as we are” você fala sobre morte prematura. Você tem 27 anos – você achou o “clube dos 27”?
BILL: Temos falado muito com pessoa sobre o “clube dos 27”, eu disse: Olha! agora também gosto de celebrar e tenho tendência para o exagero. Eu sou sempre o último saindo da festa. Nosso aniversário de 27 eu não comemorei de verdade – sem drogas e sem álcool. Fomos motivados para ir a natureza, em um parque nacional. Só nós dois com os nossos cães.
ENTREVISTADOR: O que você ainda tem que alcançar?
BILL: Com a banda, nós adoraríamos ir a Austrália. Eu sei que nós temos fãs lá também. E pessoalmente, eu me apaixonar novamente seria bom.

Fonte.
Texto traduzido por Carol. Se copiar, dê os devidos créditos ao THBR e à tradutora.

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