Os gêmeos Bill e Tom Kaulitz viajaram com 14 malas e seus dois cães Pumba e “Pflaumensaft” em dezembro, de Los Angeles para Berlim. Na capital alemã, Tokio Hotel fará ensaios para a sua turnê na Europa que começa no domingo (12) em Londres.
Os ensaios estão diferentes do que normalmente são, o quarteto de Magdeburg promete o concerto mais sensacional da banda. Este é o seu quinto álbum, “Dream Machine”, que soa como um sonho pop da série da Netflix “Stranger Things”.

Entrevistador: Bill, Tom, vocês estão desde dezembro em Berlim. Chegaram a ir em alguma festa?
Bill Kaulitz: Fui em muitas festas. Fashion Week, Lala Berlinale. Eu já sou uma pequena festa, porque eu sou muito animado. Mas estamos em Berlim para os ensaios da próxima turnê na Europa. Portanto devemos encontrar um equilíbrio entre os ensaios e as festas.
Entrevistador: Quando você vai a uma festa em Berlim você passa despercebido ou…?
Bill Kaulitz: Se os clubes forem muito escuros, como na Mountain Grove, nós podemos curtir muito. É onde você pode se esconder bem. A Mountain Grove é muito legal.
Entrevistador: Você já teve algum problema para entrar na Mountain Grove?
Bill Kaulitz: Não, nós nunca tivemos problemas na porta. Eu ouvi falar que até mesmo Kate Moss teve que tirar sua jaqueta para entrar.
Entrevistador: Ao contrário do que fazia em sua casa em Los Angeles, você está festejando muito em Berlim?
Tom Kaulitz: Sim, em Berlim é em extremo qualquer caso. Isso é tão engraçado, todo mundo pensa que a cidade das festas é Los Angeles. Pode ser também. Mas se você vai para a festa em Los Angeles, depois das 2h00 da manhã acaba, porque a polícias aparece. Depois desse horário não tem mais álcool, logo, não tem como ter balada. Se você não estiver lá bem organizado com bons contatos, acabou a noite. Aqui em Berlim é diferente. Mesmo se você não é de Berlim, você pode relaxar em algum lugar na cidade até 9h da manhã.
Entrevistador: Você tem bons contatos em Los Angeles?
Tom Kaulitz: Agora lá é a nossa casa, descobrimos como festejar até o amanhecer. Festas privadas são mais comuns.
Bill Kaulitz: Em Berlim é tudo mais difícil, e eu acho que é totalmente lindo. Em Los Angeles você fica longas horas em filas.
Entrevistador: Você já conheceu alguma estrela em uma dessas festas?
Bill Kaulitz: Eu conheci a Britney Spears, acho ela ótima. Conheci ela na mansão da Playboy. Foi uma festa. Quando conheci a Britney eu estava um pouco animado por conhecer alguém famoso pela primeira vez.
Entrevistador: E o que mantém isso?
Bill Kaulitz: Oh, nós somos ambos muito tímidos. Eu sempre pensei: pelo amor de Deus, deixe a mulher que passou por tanta coisa em paz! Eu sei o que é estar do outro lado.
Tom Kaulitz: Para mim há apenas uma mulher que vai me tirar do sério, e ela é Ariana Grande. Meu entusiasmo é grande.
Entrevistador: Você vê alguma diferença em Los Angeles desde que Trump está no poder?
Bill Kaulitz: Não estamos lá desde dezembro. Mas quando Trump foi eleito, estávamos na estrada com amigos em Los Angeles. Havia centenas de milhares de pessoas na estrada e todos estavam esperando que fosse impossível ele se eleger. Eu assinei várias petições. Estou sempre me sentindo atacado por coisas como a AfD. Tenho um pressentimento de que tudo que eu represento, o meu canto, a minha vida, estão em jogo. Porque a liberdade é importante para mim e eu trato todas as pessoas dessa forma. Quero que todas as pessoas vivam para fora: na sua sexualidade, na sua aparência e com tudo que fazem. Trump nos faz retrocer anos e anos.
Entrevistador: Setembro de 2016 vocês completaram 27 anos. O que para os músicos é uma idade perigosa – Amy Winehouse, Kurt Cobain e Jimi Hendrix morreram aos 27 anos.
Tom Kaulitz: Já li algumas vezes que agora devemos ter cuidado para que não seja a hora da nossa benção. Eu acho isso muito macabro!
Bill Kaulitz: É por isso que não celebramos esse nosso aniversário. Fomos com os nossos cães para um Parque Nacional, tomamos banho no rio e abraçamos árvores enormes.
Entrevistador: E quanto ou profundo lamaçal de drogas e depressão; vocês já experimentaram ou…?
Bill Kaulitz: Deixamos isso bem aberto (risos). Muitos dizem que permanecemos normais, mas eu digo que vimos de tudo um pouco. E uma coisa é clara, existem cicatrizes.
Tom Kaulitz: Eu ainda tento lidar com a melhor forma possível.
Entrevistador: O álbum é chamado “Dream Machine”. Los Angeles é chamada a cidade dos sonhos. Existe relação?
Tom Kaulitz: Não, não tem. A cidade é chamada Los Angeles mas não é a cidade dos sonhos. É onde os sonhos são desfeitos. Apenas, para nós, (os sonhos) não foram desfeitos. Nós temos perseguido vários tipos de sonhos. Estamos em Los Angeles para mergulhar em um pouco de glória. E funcionou muito bem. O álbum iria chamar-se Dream Machine ficou claro mesmo antes de escrevermos a primeira canção. O título personifica, para nós, a liberdade de fazer o que sempre queríamos fazer. Talvez pareça bobo, mas é o nosso álbum dos sonhos.
Entrevistador: Com o álbum de synthpop você foi finalmente adotado pelos sons mais animados de sua adolescência. Por que?
Tom Kaulitz: Nunca foi nosso esforço fazer o mesmo que fazemos há seis anos. Há artistas que tiveram sucesso e ficaram presos a isso porque acham que isso é o número certo para servir ao público alvo ainda mais. Para mim um álbum é sempre uma parte da vida atual – pelo menos é o que peço ao Tokio Hotel. Nós estavámos bem sucedidos na música que estavámos fazendo no momento. Nós marcamos nosso próprio momento, mas serviu apenas por alguns anos para nós.
Entrevistador: Você parece bem relaxado no que diz respeito ao seu sucesso.
Tom Kaulitz: Seria extremamente ruim para nós se nós tivéssemos que nos dobrar ao sucesso. Porque eu me sentiria como uma prostituta.
Bill Kaulitz: A coisa mais importante para mim sempre foi ser livre. O que eu fiz na época como meu cabelo e maquiagem era tudo o que eu queria fazer. Eu sempre cantei as canções que eu queria. E quando fui atraído por jaqueta de couro me senti bem. Mesmo com ventos contrários. De qualquer forma, não me sinto fácil na vida.
Entrevistador: Algumas das canções são caracterizadas pela dor de cotovelo. Vocês dois devem ter tido algum sofrimento com o amor recentemente.
Bill Kaulitz: Para mim o meu mundo gira em torno do amor. Nós somos seres humanos e não fomos feitos para ficar sozinhos. E eu acredito que seja por isso que somos quatro aqui. Por todo lado e à nossa volta é sempre o dia do amor. Ele vem em muitas formas. Para mim sempre será minha maior inspiração, juntamente com a dor. O fato é que eu sou muito sensível, claro, estou vulnerável. Mas isso faz parte da vida.
Entrevistador: Tom você está passando por um divórcio. Você está financeiramente ou mentalmente acabado?
Tom Kaulitz: Não, eu estou bem.
Entrevistador: Vocês não tem um parceiro, ou estão em um relacionamento agora?
Bill Kaulitz: Se nós estivermos em um relacionamento, é sempre um relacionamento entre nós. Porque nós somos um pacote duplo. Mas isso fez também com que entendêssemos: sempre juntos. Se a pessoa não pode amar nós dois, não vai funcionar.
Tom Kaulitz: Bill e eu temos sido bons parceiros de relacionamento e assim acabamos não tendo muito espaço para um relacionamento padrão.
Entrevistador: O que deve ter a mulher para inspirá-los?
Bill Kaulitz: Para mim isso é uma coisa complicada, não posso descrever. Quando olho para trás vejo que não há nenhum tipo de padrão. A verdade é que não me lembro. Acho que depois de alguma procura, isto não traria nada.
Tom Kaulitz: Eu espero que um dia você encontre uma mulher que você ame tanto quanto ama o seu cachorro. Você experimentou o amor incondicional do “Pflaumensaft” (suco de ameixa), então tornou-se difícil com mulheres.
Bill Kaulitz: (apontando para os cachorros) olha: Este é o grande amor!
Entrevistador: Dia 15 de março você estará em turnê. O que os fãs devem esperar?
Tom Kaulitz: Muito! Trouxemos uma pequena produção de arena nos clubes com a última turnê. Desta vez, temos a reivindicação. A produção de massa e luzes não funcionou, mas nós vamos tentar criar algo, para que fique tão incrível quanto. Vai ter muita produção, muitos trajes e muito show.
Bill Kaulitz: O concerto deve tocar não só agora mas efetivamente trazendo alguma coisa melhor com alguém. Talvez fará cada vez mais, iremos tentar nosso melhor.

Fonte.
Texto traduzido por Carol. Se copiar, dê os devidos créditos ao THBR e à tradutora.

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