The German band return with a new electro-pop identity on their hard-won magnum opus, ‘Dream Machine’

É fácil esquecer de que Tokio Hotel é meio que uma banda veterana. O quarteto alemão de pop rock parece desmentir seus 16 anos de experiência e seus 10 milhões de discos vendidos pelo mundo. Em turnê para promover seu quinto disco Dream Machine, a agenda da banda é apertada, mas eles estão animados em estar na estrada novamente.

“A turnê tem sido ótima. Hoje foi o vigésimo segundo show e não houve algum desastre,” diz o vocalista Bill Kaulitz a sorrir pelo Skype em Warsaw, Polônia. A banda está no leste europeu para a turnê e vai à Rússia no próximo dia. “Nos divertimos muito. Acho que nunca estivemos tão felizes no palco.” Diz o irmão gêmeo de Bill. Ao lado de Tom, o baixista Georg permanece calado, mas parece alegre.O baterista Gustav Schäfer fica fora do enquadramento e diz um rápido “obrigado” quando o parabenizamos pela filha.

Os shows do Tokio Hotel nessa turnê são mais íntimos e artísticos, designados para combinar com o som retro-synth de Dream Machine e ajudá-los a se conectar com a audiência. Porém, a medida que o tempo passa, se torna claro que o som do novo disco foi algo difícil; “Com o Humanoid e o período em que estávamos passando, nao estávamos engajados com o que fizemos,” os Kaulitz se lembram da turnê exaustiva em 2009. “parecia um emprego, algo que devíamos fazer. Não estávamos animados para aquilo.” Isso causou um hiato de cinco anos. Normalmente sendo visto como um suicídio da carreira, a pausa construiu sua nova identidade. Quando a grande volta com o Kings of Suburbia em 2014 abriu portas para a mudança, Tokio Hotel se aprofundou com o Dream Machine. Lançado em março, o álbum possui profundidade lírica, retro-synth e falsetes em eco. Finalmente, é a experiência mais profunda que a banda já teve.

Nessa entrevista exclusiva, Tokio Hotel discute sua evolução, independência musical e sua jornada.

Nessa turnê, vocês se sentiram mais relaxados que na turnê de ‘Feel It All,’em 2014?
Bill:Acho que fizemos do palco um local onde podemos nos divertir e aproveitar a música, o que fez com que seja algo menos estressante. Eu senti como se a outra turnê tenha sido… vamos dizer que mais poderosa, enquanto que esta é mais sonhadora.
Tom: Mas, musicalmente é um pouco mais desafiadora.O show em si se tornou mais avançado: temos mais instrumentos no palco, mais teclados, mais laptops… se tornou algo mais técnico.Mas há mais pausas longas no set, longas introduções.

Como vocês traduziram a complexidade instrumental do Dream Machine’s na experiência ao vivo?
Bill: Estávamos pensando em estender as músicas, seguir o fluxo. O álbum soa mais cinemático, então quisemos luzes e grandes imagens, apenas se perder na música e no synth. Cortamos algumas partes, é sempre uma jornada planejar o set. Começamos colocando nossas músicas favoritas, as músicas que definitivamente queremos tocar ao vivo e criamos diferentes seções para manter a turnê animada. O pior que poderia acontecer é ficarmos entediados. Então fizemos uma mistura de novas e antigas músicas. Eu senti que foi uma ótima mistura para todos os fãs do Tokio Hotel que nos descobrimos como banda.

O que vocês fazem sobre os fãs que não gostaram da mudança do rock para o eletro-pop?
Bill: Eu penso que é desconfortável porque é difícil abandonar as coisas e eu sei que quando você gpsta de uma banda, você quer que eles continuem o mesmo. Mas como um artista, como um músico, é impossível. Pelo menos para nós, o mais importante é que estejamos felizes com nossa música e sejamos autênticos.Se continuássemos com o mesmo som que produzíamos com 12/13 anos, não seria nosso som. Seria uma máquina de dinheiro, sabe? E não queremos isso. Para nós, é sobre diversão.É sobre aproveitar a nós mesmos, a música, o amor. Então, perdemos pessoas para fazermos o que amamos.

Eu notei que vocês estavam mais felizes com o Kings of Suburbia [2014] e com o Dream Machine em comparação com o Humanoid [2009].
Tom: Sim, você notou isso porque com o Kings of Suburbia, começamos a escrever e fazer mais. Eu lembro quando começamos a trabalhar no Kings of Suburbia com nosso produtores e escutamos as primeiras demos, o final não ficou bom. Não pareceu certo, então, decidimos construir nosso próprio estúdio e nos aprofundarmos na produção como nunca fizemos.Foi como uma revira-vota na nossa vida e na nossa carreira.

Bill: Eu penso que foi algo que deveria acontecer e estávamos tipo, ‘Ok, já basta. Agora temos o controle.’ Artisticamente, penso que nos sentimos confortáveis em nossa carreira; tínhamos perdido o interesse. Foi preciso dessa mudança para que nós ficássemos animados sobre a banda novamente e dizermos, ‘Espera um segundo, essa é nossa banda. Amamos fazer música, então vamos fazer música de novo.’ Tiramos tempo para irmos ao eestúdio e fazer música que signifique algo para nós e não algo feito por compositores e produtores. Tivemos de tomar o controle para nos animarmos com a banda novamente.

Quando começaram a trabalhar no Dream Machine? Vocês tinham uma ideia clara do que queriam quando começaram?
Tom: Tínhamos nenhuma ideia. Decidimos voltar às nossas raízes. Começamos em janeiro de 2016, em Berlim e fois apenas nós quatro indo ao estúdio e ninguém mais. Dizemos, ‘Vamos fazer música como sempre fizemos, apenas nós quatro.’ Ficamos no estúdio por um ou dos meses, apenas ouvindo música, escrevendo novas canções. Uma das primeiras músicas que escrevemos foi “Boy Don’t Cry.”. Nessa música, fizemos cinco ou seis músicas que levei de casa pra Los Angeles, depois produzi. Terminamos o processo de escrita em Los Angeles e então voltamos [para a Alemanha] e terminamos o álbum em janeiro deste ano, logo depois lançamos.

Bem perto!

Tom: Sim! E quando anunciamos a turnê, nós não estávamos mesmo certos se nós íamos lançar o disco antes porque nós não soubemos se nós poderíamos terminá-lo. Foi realmente estressante, se posso ser honesto.

Bill: Foi uma maratona. Acho que em dezembro… lançando [o primeiro single] “Something New” e gravando o vídeo, até hoje,foi uma maratona. Estamos trabalhando sem parar. Mas valeu a pena. Ficamos muito felizes com o resultado.

Agora que o disco foi lançado e vocês já estão tocando ao vivo, como foi a reação dos fãs?
Tom: Foi ótima. Tivemos ótimas resenhas sobre o álbum. Penso que foram as melhores resenhas que tivemos num álbum.

Bill: Sinto que as pessoas estão mais confortável conosco e entendem como [sobre] é a banda agora. Porque com Kings of Suburbia, foi algo chocante [para os fãs]. Foi algo que, com o disco, estabelecemos nosso som e como nós somos, como nossa vida é.

Tom: Os fãs agora sabem o que esperar e isso é um dos nossos objetivos. Quero apenas criar algo, um certo som, uma certa assinatura da banda, sabe? As pessoas sabem, ‘Okay, sei que quando comprar um disco deles, mesmo sem ouvir, sei o que posso esperar.’Sinto que começamos isso com o Kings of Suburbia e agora há o Dream Machine. Finalmente encontramos nossa marca e o som, podemos continuar com isso.

Como se sentem de volta em turnê? Vocês dois estão em Los Angeles enquanto que Georg e Gustav estão na Alemanha. Além disso, Gustav se tornou papai. Isso faz com que se torne difícil lidar com a vida privada?

Bill: Penso que agora entendemos essa vida e aceitamos melhor do que quando éramos jovens. Por exemplo, agora, você vive numa bolha e não ouve mais nada. Estamos nessa bolha do Tokio Hotel; não sabemos que horas são,não sabemos que dia é, é tudo sobre o show, os fãs e música.Qualquer coisa pode acontecer e não queremos saber. Aproveitamos a bolha, mas apenas porque sabemos que sairemos e teremos nossa vida privada de volta. Este ano será um ano de turnê e queremos apenas tocar. Vamos gravar mais dois vídeos e lançar mais dois singles… Então sim, iremos trabalhar nesse disco por um tempo. Para nós, é sobre todas as facetas dessa nossa nova vida agora e aproveitamos o quanto podemos.

Fonte.
Texto traduzido por Mih. Se copiar, dê os devidos créditos ao THBR e à tradutora.

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