Dessa Rosado

We Just Begun.

“O glorioso dia em que cada fã pôde sentir –se um pouco mais perto da banda Tokio Hotel.”

Desde o dia 26/08 minha vida e de todos os fãs da banda nunca mais foi a mesma. Divulgado pela Capricho. O Tokio Hotel estaria aqui n Brasil, pra realizar o sonho de milhares de fãs. Desde 2008 que acompanho a banda, são momentos de alegria, triste, angustia, expectativa que vivo junto com os 4 garotos.

A batalha para conseguir um ingresso, a distância que enfrentei por ser de Salvador. Eu me senti tão longe do epicentro de toda a batalha. Tenho família em São Paulo e esse foi o único veículo que me levou a viver esse momento. Por incrível que parece, dois dias após a divulgação da notícia, minha tia de São Paulo estava aqui e eu pudi falar com ela sobre o show, tudo confirmado, agora só era torcer pra dar certo.

Eu só consegui ingresso duas semanas depois do início das vendas, e a cada dia eu dormia e acordava pensando como seria vê-los de perto, principalmente o Tom, por que sou completamente apaixonada. Menti para meus pais, faltei aula e tinha que estudar matemática por que perdi e faria uma prova 3 dias após o show para passar de ano. Eu viajei com uma amiga minha, Pitty e fomos assistindo todos os episódios do TH TV para diminuir o nervosismo de final estar lá. Faltando alguns dias, eu nem acreditava que aquilo era verdade.

Cheguei em São Paulo no mesmo aeroporto que a banda chegaria e me senti nervosa só por estar lá. Mais nervosa ainda quando soube o quão longe era minha casa do aeroporto, a partir daí as coisas ficariam mais difíceis, não pude acompanhar a chegada dos meninos, apenas recebi notícias por telefone de minhas amigas que estavam lá, mas afinal, ninguém os viu chegando. As informações que conseguimos, os Kaulitz chegaram antes num vôo da United número 843 e o G´s só a noite.

Dia 22 eu não agüentava mais esperar,  resolvi  buscar pelos meninos, anunciei no Twitter sobre a possibilidade de estar no Hotel Maksoud Plaza e parti com uma fã que conheci na mesma hora para lá as 22horas para conseguir mais notícias. Eles não estavam.  Peguei carona com um desconhecido e fui parar o Hotel Hilton, lá encontrei mais duas fãs e ficamos rondando até 3 da manhã nos hotéis mais próximos, Sheraton, Hyatt e nenhuma notícia. Passei a noite na frente do hotel, e ninguém sabia onde eu estava, eu não me preocupei, Tokio Hotel era mais importante que qualquer coisa naquele momento, fui pra casa as 8 da manhã quando minha madrinha descobriu que eu não estava em casa.

Fiquei angustiada por que sabia que já havia muitos fãs na fila e só cheguei na frente do Via Funchal as 20hrs, meu lugar estava guardado e por sorte conseguiria um lugar bem na frente da pista Premium. Lá, uma vibe positiva tomava conta de todo o espaço com fãs mais do que ansiosos e atentos a qualquer movimento que indicasse o inicio da entrada ou a presença de qualquer componente do TH fora do local. Nós cantamos, gritamos o nome de cada um e curtimos muito juntos lá mesmo, do lado de fora. Eu chorei muito só ao entrar na fila, por que sabia que aquele era o início e resposta de uma luta com meus pais e tudo que tinha enfrentado para estar lá. Estava cansada, mais alegre por saber que poderia ouvir minha banda favorita ao vivo.

Na hora de entrar foi uma correria, tínhamos que ter alguém pra formar a dupla e saímos correndo depois da revista para o espaço do show. Por sorte consegui um lugar bem na frente e o calor era intenso, tinha gente desmaiando do meu lado, passando mal, gente pedindo por água que ainda não estava a venda e ninguém estava disposto a sair do lugar pra comprar do outro lado. A vontade de permanecer lá era maior do que qualquer incomodo que viesse a aparecer. Eu estava lá sozinha, minhas amigas estava na pista e eu tive muito medo de passar mal.

As luzes acendiam e apagavam, fazendo as fãs ficarem exaltadas achando que era o início do concerto. Fizeram isso milhares de vezes, ouvimos até um barulho de cima do palco, da bateria e gritávamos muito “ TOKIO HOTEL, TOKIO HOTEL” o Via Funchal inteiro.

A música Noise começou e eu confesso que não conseguia prestar mais atenção em nada a não ser no espaço da entrada do Tom, quando ele entrou eu não sabia se olhava, se chorava, se pulava, gritava. Eram um marco em minha vida. Infinitas emoções e eu prestei atenção em cada movimento, cada sorriso, expressão dos meninos. O Bill animadíssimo. O G´s lindos como sempre com aquele olhar que parece estar arrancando sua alma e você conseguem perceber que eles curtiram a energia do local. Os fãs fizeram muito barulho, gritaram muito e isso me deixou orgulhosa por estar participando de tudo aquilo.

A atuação dos meninos foi perfeita, animada eu me senti como se estivesse na gravação do Humanoid City Live, exatamente tudo igual. Chorei muito em cada música, gritei, cantei, pulei , comemorando aquela sensação de “ Estou aqui, eles são de verdade e estão na minha frente!” As músicas que eu mais chorei foram Phatomrider e Screamin’  , tanto que passei mal e resolvi assistir o final do show na pista normal, não me pergunte o porque, mas eu fui.

O show acabou na música Forever Now e aquilo significou tanto para cada fã ali, tenho certeza que hoje ninguém mais consegue ouvir as músicas ao vivo sem se emocionar. Ouvir o Bill falando “Obrigado”, sem comentários. Sai do Show feliz, o dia mais feliz da minha vida com certeza, chorando, mas chorando de felicidade. Gravei vídeos, tirei fotos pra eternizar aquele momento. Agradeci muito a Deus por ter me dado a oportunidade de assisti-los, mas também sai com a sensação de missão imcompleta, por que sabia, que aquele era só o começo para todas nós.