Como várias bandas de jovens, Tokio Hotel foi apenas um grupo de jovens músicos que queriam seguir seus sonhos e virarem estrelas do rock. Desde o momento em que lançaram seu álbum debutante, ‘Schrei,’ na sua nação Alemanha em 2005, os roqueiros já faziam turnês esgotadas e tinham uma nação de fãs para os quais não estavam preparados — enquanto vendiam milhões de álbuns. E agora, com mais de uma década de existência na indústria da música, Tokio Hotel está de volta com seu primeiro álbum após cinco anos.
‘Kings of Suburbia’ — o qual foi lançado em outubro — não mostra apenas uma coleção de músicas pelas quais os fãs esperavam ansiosamente, mas também a mudança em sua direção musical. Enquanto continuam falando sobre coisas pessoais e outros tópicos, o som de músicas como ‘Love Who Loves You Back’ é mais energético e deve lhe inspirar a dançar em seu quarto (como comecei a fazer isso quando comecei a escutá-la) comprada à música sombria que eles faziam. É claro, ainda há a melancolia, como em ‘Run, Run, Run,’ mas há claramente um espírito rejuvenescido no LP que traz consigo antigos e novos fãs à essa nova era do Tokio Hotel.
Tivemos a chance de conversar com o vocalista Bill e o multi-instrumentalista Tom Kaulitz (irmãos), o baixista Georg Listing e o baterista Gustav Schäfer sobre vida, música e coisas parecidas. Eles não apenas abriram o livro contando sobre os obstáculos que eles enfrentaram por serem famosos em sua cidade e tentando viver a “vida normal,” mas também falaram sobre como cresceram e como serão os próximos anos para eles.
“Agora que estamos na estrada novamente,” Bill Kaulitz disse, “Não importa onde vivemos — em outros países ou hotéis ou ônibus ou o que for. Então, nos próximos dois anos, Realmente não importará onde vivemos.”
Descubra o que mais o Tokio Hotel revelou em nossa entrevista exclusiva abaixo:
Vocês estavam em uma pausa desde o ‘Humanoid,’ fazendo suas próprias coisas, aliás. Poderiam me contar sobre os anos anteriores à produção do ‘Kings of Suburbia’?
Bill: Bem, nós fizemos uma pausa por um ano. Depois do ‘Humanoid,’ estávamos em turnê e nas estradas por muito tempo, tocando na América do Sul e Europa. Então, tocamos por um tempo e no ano seguinte não fizemos nada. Bem, Tom e eu mudamos para Los Angeles. Aos poucos voltamos ao estúdio e fizemos música novamente. Estávamos inspirados pelo lugar e tudo, então começamos a escrever, mas não estávamos trabalhando no álbum constantemente. Não fomos ao estúdio em dois meses. Estávamos fazendo outra coisa ou apenas aproveitando a vida porque não tivemos alguma data ou algo do tipo. Apenas queríamos fazer música e estar no estúdio ,fazer um ótimo álbum e lançá-lo quando estivéssemos prontos.
Estava assistindo a algumas coisas do seu canal do Youtube, ‘Tokio Hotel TV,’ e um dos vídeos que me chamou a atenção foi sobre as razões de por que Bill e Tom se mudaram para Los Angeles e como foi difícil viverem na Alemanha. Podem falar um pouco sobre isso?
Bill: Eu penso que o maior motivo de termos nos mudado para Los Angeles, é claro, foi a privacidade,e foi bastante necessário fazer isto. Quero dizer, não era possível para mim ter uma vida fora da banda. Então, quando fomos para casa [Alemanha], parecia que vivíamos numa prisão todos os dias. Não podíamos sair.Não podíamos fazer qualquer coisa.
Tom: Apenas para sair, tem de ir numa van e falar com seus guardas e coisas do tipo. Então, qualquer coisa que você queira fazer se torna uma grande coisa, sabe o quero dizer? Fazer coisas cotidianas não era possível.
Bill: Pensamos que se queríamos fazer uma pausa se queríamos viver a vida por um momento, apena snão era possível na Alemanha. Tentamos bastante. Uma vez, algumas pessoas realmente foram à nossa casa, e este foi o momento em que pensamos: “OK, apenas não podemos.” Então, após isto, nós nos mudamos — e isto foi bom. Realmente deu certo. E em Los Angeles, todos têm suas próprias coisas para fazer, por isso é um lugar perfeito para nos esconder e apenas fazer coisas normais.
Qual a melhor parte de se viver em Los Angeles?
Bill: Eu amo o clima — e a liberdade.
Tom: É a mesma coisa. Mas o que odeio em Los Angeles. é que tudo fecha cedo, e não se consegue álcool depois das duas da manhã. É meio difícil, porque você sempre quer algum para fazer festas.
E para Georg e Gustav, como foi viajar entre a Califórnia e Alemanha?
Georg: Nós amamos a Alemanha porque nossas casas e nossos amigos estão lá, e amamos tê-los por perto o quanto possível. Mas, também gosto de ir a Los Angeles às vezes, mas a cidade é um pouco grande para mim. Eu prefiro Magdeburgo [Na Alemanha]. [ri]
Tom: Sabe de uma coisa? A verdade é: Georg e Gustav amam essa vida, e é por isso que eles gostam de viver em Magdeburgo. Todos os reconhecem nas ruas e dirigem grandes carros e apenas vivem suas vidas. [Todos riem]
Agora sobre o álbum. Apesar de ter a marca do Tokio Hotel, é realmente diferente do que já fizeram. O que os influenciaram a mudar?
Bill: Eu sinto que isto não foi planejado. As pessoas pensam que planejamos o que estamos fazendo. Apenas deixamos fluir e escrevemos sem pensar antes. Não pensamos num certo som ou num certo jeito ou como começar o álbum ou algo do tipo. Apenas fazemos. Mas, ao mesmo tempo, queríamos fazer um álbum legal. É por isto que se escolhe músicas entre as 50 que se escreveu e gravou. Mas, nunca conversamos sobre o som. Foi apenas algo que estava se desenvolvendo. Eu penso que em cinco anos, você muda bastante. Você sente que tudo está mudando, então, isso aconteceu.
Por quanto tempo realmente o álbum foi feito?
Bill: Se formos decompor, diria que três anos. Mas é claro, tiramos alguns meses de folga.
Tom: Você não trabalha constantemente. Às vezes, você vai ao estúdio, come pizza e bebe cerveja, então bebe cerveja e come pizza, especialmente se está muito tarde. E esta é a parte legal do nosso trabalho. [Ri]
Quais as músicas mais memoráveis do álbum?
Bill: É ‘Stormy Weather’, porque foi a primeira que escrevemos. Depois, foi tipo, “OK, essa é a música mais importante e o motivo de nós fazermos o álbum.” Depois dessa música, decidimos fazer o novo álbum. Antes disso, nós tocávamos mas não virava algo sério. Mas depois dessa, soubemos que era a hora de se fazer um álbum. Então, penso que é a música mais importante do álbum.
Tom: É bastante, bastante mesmo difícil lhe dizer. Eu fiz todo o trabalho de produção. Então, gastei muito tempo com cada música, e trabalhamos bastante nisso. Mas quando lembro ‘Girl Got a Gun’ é uma música especial para mim, porque foi a única música que, desde a produção, tudo ocorreu muito rápido. Escrevemos essa música em duas horas, então comecei a produzir, e todos amaram. Então, durou um dia para terminar, se não me engano. Então, no começo, foi a música que todos amaram. Mas quando vamos no fim da produção, isso [a música] foi uma das coisas mais difíceis para eu terminar, porque todo mundo mudava alguma coisa. E ainda sobre produzir, sou bastante orgulhoso desta música, pois houveram vários detalhes.
Georg: Para mim, foi ‘Great Day’, quando subscrevi a partitura do baixo . Foi uma sensação bastante especial. Tenho boas lembranças da gravação.
Gustav: É ‘Louder Than Love’, para mim. Estou na bateria. E quando se ouve, sente algo especial.
O álbum foi lançado há alguns meses. Quando isto ocorreu, parece que esteve nas paradas em vários países. — Tokio Hotel não foi esquecido. Como se sentem, mesmo depois da longa pausa, ao lançarem um álbum e já virar um número 1?
Bill: É maravilhoso! É exatamente o você quer. [Todos riem] É o melhor. Um sonho.
Tom: Se você some e tem uma vida e então lança algo, as pessoas se interessam, amam e isso vira um número 1, é maravilhoso. Provavelmente é a melhor coisa que se pode acontecer a um artista ou banda, penso. Mas, ao mesmo tempo, não esperávamos isto. Hoje em dia, pessoas lançam músicas todos os dias, e a maioria com pressa. É algo louco. Quero dizer, a indústria musical mudou muito, e ainda somos jovens. Somos uma banda jovem, mas estamos na indústria musical por 10 anos agora.
Quais são os conceitos que as pessoas ainda têm sobre o Tokio Hotel?
Bill: Ainda há pessoas lá fora que pensam que somos uma banda composta ou que fomos colocados juntos por alguém, porque “eles são todos tão diferentes”, tipo, que somos uma banda de um reality show ou temos algum empresário legal por trás. [A banda] começou há muito tempo, e crescemos juntos por causa da música. E o fato é: somos uma banda que nasceu na cidade porque amamos música. E escrevemos nossa própria música e tocamos nossa própria música. Somos todos músicos. Infelizmente, às vezes se perde.
Desde que começaram quando novos, há algo que queriam dizer ao seu “eu” mais novo?
Bill: Eu sinto que tudo faz sentido, e não mudaria qualquer coisa do passado. Mas, provavelmente diria a mim mesmo para relaxar e não se responsabilizar tão cedo. Lembro quanto tinha 13 anos, pensei que poderia com tudo e suportar tudo. Não podia esperar para ter 18 e viver por mim e tal. Então, levei tudo a sério. E, olhando para trás, Eu meio que vejo inocência e não ter várias responsabilidades quando criança seria bom. Sempre quis isto, mas, agora, queria ter tido para mim mesmo para se divertir e aproveitar mais a adolescência.
Tom: Provavelmente diria para ler os contratos que assinei. [Todos riem]
Georg: É uma boa ideia. Faria o mesmo.
Quais seus planos para 2015?
Bill: Sempre temos milhões de planos, mas penso que diminuiu quando pensamos no que podemos fazer este ano. Então, o ano novo parece louco. Vimos nosso calendários pros próximos meses e basicamente estaremos fazendo ensaios para os shows. Iremos promover bastante nos Estados Unidos e então entraremos em turnê mundial e tocaremos em cada país. Também estamos fazendo novas músicas e planejamos fazer um novo álbum.
O último disco do Tokio Hotel, ‘Kings of Suburbia,’ já está disponível. Compre sua cópia em seu país— e esteja seguro do que está acontecendo no universo da banda, incluindo seus planos de turnê em 2015, em seu site oficial.
Fonte.
Texto traduzido por Mih. Se copiar, dê os devidos créditos ao THBR e à tradutora.


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